Sobre os médicos cubanos #MaisMedicos #CubaCoopera

Por Elaine Tavares.

Escrevo, porque é tudo que sei fazer. Mas, nesses tempos de surdez, sei que é um grito no vazio. Quem eu gostaria que lesse, não lerá. Minhas palavras morrerão na cova das mentiras fabricadas e distribuídas por bispos, robôs ou gente sem qualquer visão crítica. Ainda assim, escrevo. Quem sabe algumas das palavras consigam chegar a algum recôndito coração aberto para conhecer o que ainda não sabe.
Falo sobre os médicos cubanos, ofendidos e vilipendiados pelo presidente eleito. Sei que é difícil para a maioria das pessoas entender a lógica de um governo que não é capitalista. O que vale aqui no Brasil não vale em Cuba. São sistemas radicalmente diferentes. O que o recém-eleito presidente quer é estabelecer com os médicos cubanos uma relação capitalista, coisa que não tem sentido para eles, ou pelo menos para a maioria.

Em Cuba a faculdade de medicina é gratuita e o médico formado não sai dali correndo para abrir um consultório onde vai cobrar para atender as pessoas. Não. Isso não acontece em Cuba. É inconcebível para um cubano pagar para ter atendimento médico. Não há lógica nisso. Os médicos cubanos são trabalhadores do estado. Atendem nas clínicas do estado, nos postos de saúde. Ninguém lá ganha dinheiro com a medicina. É possível compreender isso?

Então, o convênio entre Brasil e Cuba é um convênio com o estado cubano. E Cuba manda para cá seus trabalhadores públicos, assim como manda para outras dezenas de países com os quais tem convênio ou os que vai ajudar por conta própria, como é o caso do Haiti, na sua permanente tragédia. O recurso do convênio vai para o estado e o trabalhador/médico recebe o seu salário. O estado cubano é socialista e todos os recursos que recebe são usados para o bem comum, um comum do qual o médico também faz parte. Assim, o dinheiro do Mais Médicos que não vai para o bolso do médico, vai para todo o povo cubano. Logo, a família desse médico cubano lá em Cuba poderá ter médico também, e moradia, e educação e cultura e segurança. Num estado socialista todos trabalham para o bem comum e não para uma oligarquia ou para meia dúzia de empresários.

“Ah, mas tem cubano reclamando e querendo fugir de Cuba”. Sim, tem. Porque são apanhados pela mosca azul da propaganda capitalista de que podem ter mais e melhor. Uma ilusão que muitos pagam para ver. Alguns se dão bem, a maioria não. Basta ver as comunidades cubanas nos Estados Unidos. Quantos conseguem “chegar lá”?

Num estado socialista não há ricos. As pessoas dividem o que tem entre todos. Há garantias fundamentais: saúde, educação, moradia, segurança. Por isso os salários são baixos em Cuba. Porque os salários são quase desnecessários.

“Ah, mas é um horror não poder ter tudo o que temos”. E o que temos? Quem “temos”? Somos um país no qual um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, mais de 52 milhões de pessoas. E o que é viver abaixo da linha da pobreza? É viver com 300 reais por mês. Viver? E quantos são os que vivem com um salário mínimo? Mais uns cem milhões. Então quem pode ter tudo o que temos? Quem?

O presidente eleito, ao oferecer aos cubanos uma relação capitalista, pessoa-a-pessoa, atacou um estado soberano, que tem resistido por 60 anos a força de um império que o bloqueia e o mina. Fez de caso pensado, para atacar Cuba, que é socialista, não comunista. E fez sem pensar um segundo sequer nesses 150 milhões de brasileiros empobrecidos, muitos dos quais votaram nele com profunda esperança. Uma gente que nunca teve a possibilidade de ser atendida com carinho, com cuidado, com atenção e com uma qualidade técnica que é reconhecida no mundo todo. Os médicos cubanos são os melhores do mundo. Pois essa gente agora ficará sem médico, sem atenção.

Espero que os médicos brasileiros se disponham a ir aos cantões do Brasil, como fizeram os cubanos. E que essa gente toda possa continuar tendo atenção. Espero, mas não sei…

O que sim, sei, é que seria bem bom se as pessoas pudessem também compreender que a realidade cubana é bem diferente da brasileira. Pessoas há que acham um horror um povo ter saúde, educação, segurança e moradia. Pessoas há que acham que isso é escravidão. Outras entendem que isso é a conquista de um povo inteiro que lutou e morreu por isso. Há que respeitar.

*Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti.
Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877

https://eteia.blogspot.com/2018/11/sobre-os-medicos-cubanos.html

Tomado de IslaMia

Escribo, porque es todo lo que sé hacer. Pero en esos tiempos de sordera, sé que es un grito en el vacío. Quien quiera que lea, no lee. Mis palabras morir en la fosa de las mentiras fabricadas y distribuidas por obispos, robots o gente sin ninguna visión crítica. Sin embargo, escribo. Quien sabe algunas de las palabras consiga llegar a algún recóndito corazón abierto para conocer lo que aún no sabe.

Hablo sobre los médicos cubanos, ofendidos y vilipendiados por el presidente electo. Sé que es difícil para la mayoría de la gente entender la lógica de un gobierno que no es capitalista. Lo que vale aquí en Brasil no vale en Cuba. Son sistemas radicalmente diferentes. Lo que el recién electo presidente quiere es establecer con los médicos cubanos una relación capitalista, cosa que no tiene sentido para ellos, o al menos para la mayoría. En Cuba la facultad de medicina es gratuita y el médico formado no sale de allí corriendo para abrir un consultorio donde va a cobrar para atender a las personas. No. Eso no sucede en Cuba. Es inconcebible para un cubano pagar para tener atención médica. No hay lógica en eso. Los médicos cubanos son trabajadores del estado. En las clínicas del estado, en los puestos de salud. Nadie allí gana dinero con la medicina. ¿Es posible comprender esto?

Entonces, el convenio entre Brasil y Cuba es un convenio con el estado cubano. Y Cuba manda para acá a sus trabajadores públicos, así como manda a otras decenas de países con los que tiene convenio o los que va a ayudar por cuenta propia, como es el caso de Haití, en su permanente tragedia. El recurso del convenio va al estado y el trabajador / médico recibe su salario. El estado cubano es socialista y todos los recursos que recibe son usados ​​para el bien común, un común del cual el médico también forma parte. Así, el dinero del Más Médicos que no va al bolsillo del médico, va para todo el pueblo cubano. Luego, la familia de ese médico cubano allí en Cuba podrá tener médico también, y vivienda, y educación y cultura y seguridad. En un estado socialista todos trabajan para el bien común y no para una oligarquía o para media docena de empresarios.

El presidente electo, al ofrecer a los cubanos una relación capitalista, persona a persona, atacó un estado soberano, que ha resistido por 60 años la fuerza de un imperio que lo bloquea y el mina. Hizo caso, para atacar a Cuba, que es socialista, no comunista. E hizo sin pensar un segundo ni siquiera en esos 150 millones de brasileños empobrecidos, muchos de los cuales votaron en él con profunda esperanza. Una gente que nunca tuvo la posibilidad de ser atendida con cariño, con cuidado, con atención y con una calidad técnica que es reconocida en todo el mundo. Los médicos cubanos son los mejores del mundo. Porque esa gente ahora se quedará sin médico, sin atención.

Espero que los médicos brasileños se disponga a ir a los cantones de Brasil, como lo hicieron los cubanos. Y que esa gente toda pueda seguir teniendo atención. Espero, pero no sé …

Lo que sí, sé, es que sería bueno si las personas pudieran también comprender que la realidad cubana es muy diferente de la brasileña. Las personas hay que encuentran un horror un pueblo tener salud, educación, seguridad y vivienda. Las personas hay que creen que eso es esclavitud. Otras entienden que eso es la conquista de un pueblo entero que luchó y murió por eso. Hay que respetar.

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